Sintetizando: The OA

Resumo

A série se inicia apresentando uma moça assustada, que resolve pular de uma ponte. A moça é resgatada com vida e levada a um hospital, onde seus pais a encontram, após verem um vídeo de seu salto na internet. Só então se descobre o segundo mistério da série – o primeiro seria o porquê de ela estar aparentemente tentando o suicídio – a moça se chama Prairie (Brit Marling) e estava desaparecida há sete anos, quando possuía deficiência visual total. Ao se reencontrar com seus pais, porém, Prairie pode enxergar perfeitamente.

A partir daí, inicia-se uma trama sensível, bem construída, inesperada e aterrorizante acerca do que Prairie tem a revelar sobre seu passado, seu sumiço, sua “cura” e seu reaparecimento.

 

Por que The OA me chamou a atenção?

Não havia muita divulgação sendo realizada acerca de The OA. Eu mesma vi apenas o trailer no Facebook e as chamadas do Netflix na minha tv. Nada comparado à maioria das estreias. Mas a chamada do trailer sobre o mistério da moça que voltou a enxergar e a cena do ônibus caindo da ponte com crianças dentro me disseram que algo de interessante podia sair dali.

Então, da mesma forma despretensiosa como fui apresentada a ela, resolvi assisti-la, passando-a na frente de outras muitas (sim, eu tenho uma imeeeeensa lista de séries que pretendo assistir, mas que não tenho dado conta).

Pensei, portanto, que pelo menos o ritmo frenético e de suspense que aparentava que teria valeriam a pena. Ledo engano… Minha atenção foi prendida por outros motivos muito mais existencialistas, espiritualistas e ideológicos.

khatun

P.S.: qualquer informação adiante, será spoiler! Portanto, se você ainda não assistiu à série, acesse imediatamente seu Netflix, faça uma maratona (são só oito episódios mesmo) e volte aqui pra ler um pouquinho sobre as minhas impressões.

{SPOILER ALERT}

Os principais personagens

  • Nina/Prairie/O.A.: é a personagem principal e, a partir de certo ponto, a narradora da história. Nasceu na Rússia e, ainda criança, sofreu um acidente de ônibus escolar, em que o automóvel caiu de uma ponte. Teve, então, uma experiência de quase morte (EQM), já que se afogou, mas foi salva por seu pai. O acidente deixou sequelas: a partir daí, Nina perdeu completamente sua visão e desenvolveu uma habilidade incrível para a música (violino). Foi então morar nos Estados Unidos com uma tia e, quando seu pai morreu e sua tia não teve mais condições financeiras de cuidar dela, vendeu-a a um casal – que é apresentado como seus pais no primeiro episódio. A partir de então, passou a se chamar Prairie. Já na idade adulta, Prairie resolve ir a Nova York acreditando que encontraria seu pai biológico, e então conhece um pesquisador (Hap), que a ludibria e acaba por sequestrá-la, colocando-a em uma cela, juntamente com outras três pessoas, e passa a fazer experimentos com ela. Lá, ela passa 7 anos de sua vida e passa a se auto-denominar “O.A.”. Em determinado momento, Hap se cansa de OA e a liberta, de forma que ela não descubra onde se encontra o cativeiro.
  • Dr. Hunter Hap (Jason Isaacs):  é um pesquisador de EQM, que almeja provar que existe vida após a morte. Sequestra Prairie e mais quatro pessoas que também passaram por tal experiência e faz experimentos constantemente com eles, nos quais os “mata” afogados e mede suas atividades fisiológicas. Nos faz questionar repetidamente os limites da ética na experimentação científica e até onde uma pessoa pode chegar para enriquecer seu próprio ego (mais do que os próprios bolsos).
  • Buck (Ian Alexander): o “adolescente reprimido”, é um transgênero que enfrenta dificuldades de aceitação por parte dos pais, por conta de sua escolha. É muito sensível e tímido.
  • Steve (Patrick Gibson): o “adolescente revoltado”, ao mesmo tempo em que quer se livrar da perseguição dos pais, parece clamar pela atenção dos mesmos. Era considerado delinquente pelos pais, vizinhos e pela escola, vendia produtos ilegais (como hormônios a Buck) e arranjava briga na escola, quando Prairie viu algo a mais nele.
  • Jesse (Brendan Meyer): amigo de Steve, é o “adolescente deprimido”, já que perdeu os pais e vive só com a irmã mais velha (que usa drogas) e vive à margem de Steve, acompanhando-o nas suas excentricidades.
  • French (Brandon Perea): é o “adolescente adultizado”, uma vez que assumiu inúmeras responsabilidades extracurriculares para garantir uma bolsa de estudos numa boa universidade. Além disso, cuida da casa e do irmão mais novo, já que o pai é ausente e a mãe sofre com depressão e alcoolismo.
  • Betty Broderick Allen, a BBA (Phyllis Smith): a “professora descontente”, dá aulas no Ensino Médio para Steve, Jesse, Buck e French. Perdeu um irmão recentemente e tem uma herança a receber dele, mas não quer aceitá-la.

 

the_oa-personagens

 

  • Homer (Emory Cohen): é um ex-jogador de futebol americano que também foi sequestrado por Hap, pois também passou por uma EQM. Junto com Prairie, tenta por diversas vezes fugir do cativeiro. Ele e Prairie se apaixonam e Prairie deseja voltar para salvá-lo

 

O “Anjo Original”

O apelido “O.A.” que Prairie e seus amigos (os quatro cativos e os cinco que ela reúne) adotam, refere-se a uma das visões que ela tem do ser místico Khatun, que conta que ela é o “Anjo Original”.

Desde sua infância, Prairie tem sonhos premonitórios, os quais não é capaz de decifrar, mas que sempre indicam situações de risco de que ela participa e que envolvem muitas outras pessoas. Apenas no último episódio da temporada, ela interpreta corretamente o sonho que vem tendo há tempos e que fez com já viesse se preparando e aos seus “pupilos” para atuar no sentido de evitar que algo de muito grave acontecesse.

Por que The OA prendeu minha atenção?

The OA não é uma série para todos. Em um dado momento, se você ainda não ficou totalmente preso pela sutileza e magia contidas na trágica e libertadora história que Prairie conta, pode ser que se torne um tanto quanto cansativa. (Digo isso porque li muitos comentários de pessoas se queixando disso, pois para mim foi impossível não sentir vontade de maratonar.)

Para alguém que se interessa demais por literatura fantástica e espiritualidade como eu, contudo, foi cativante ver que uma história que parecia ser pura e simplesmente sobre sequestro e mistério, na verdade se provou ser muito mais sobre autoconhecimento e salvação.

***Dica do Síntese Nerd***

contato

Se você se interessou pela série, não pode deixar de assistir também ao filme Contato (1997), com direção de Robert Zemeckis e atuação de Jodie Foster e Matthew Mc Conaughey.

4 comentários em “Sintetizando: The OA

Adicione o seu

  1. ´Bom como não terminei de ver a serie não li tudo 😦 mas foi o empurrãozinho que eu precisava para dar continuidade, assisti somente 3 episódios e mesmo vendo o video q a netflix fez com as coincidências (ou não) entre The OA e Stranger Things ainda não me animei.
    Mas sou curiosa kkkk e quero ler o resto do post. Então eu volto kkkk.

    bjusss e até mais!

    Curtir

    1. Oi Gi,
      Obrigada por passar por aqui!
      Na verdade o post não fala sobre fatos extremamente aprofundados da série. Mas como o mistério em torno de cada episódio e a busca por respostas são constantes, considero qualquer informação além do que está no trailer um spoiler!
      Assista sim. Acredito que não vá se arrepender!
      E depois volte aqui pra debatermos!
      🙂

      Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: