Sintetizando: Desventuras em Série

Olá caros nerds desaventurados!

Hoje nosso post será sobre uma série que está dando o que falar por aí: Desventuras em Série (A Series of Unfortunate Events, no título em inglês), original da Netflix.

Ela se baseia na série de livros homônima, publicada entre 1999 e 2006, e escrita por Lemony Snicket, pseudônimo de Daniel Handler. Ao todo são 13 livros, sendo que a série trata dos quatro primeiros publicados: Mau Começo (1999), A Sala dos Répteis (1999), O Lago das Sanguessugas (2000) e Serraria Baixo-Astral (2000). São dois episódios dedicados para cada história.

desventurasemserie_8-750x380A série conta a história dos irmãos Baudelaire, que perdem trágica e misteriosamente seus pais num incêndio e têm sua guarda transferida ao Conde Olaf, que tem como maior intento roubar a herança das crianças.

A seguir, vamos conferir um pouco mais sobre os traços dos principais personagens e minhas impressões sobre a primeira temporada.

 

Os principais personagens

  • Violet (Malina Weissman): é a irmã mais velha entre os órfãos, com 14 anos. Tem a habilidade de inventar e consertar coisas estranhas, e tem seus picos de criatividade depois que prende seus cabelos com um laço de fita;
  • Klaus (Louis Hynes):
  • Sunny (Presley Smith): é a caçula entre os Baudelaires, já que ainda é um bebê. Só se comunica por grunhidos e gritinhos, mas parece ter a percepção parecida ou mais aguçada que a dos irmãos. Possui dentes muito grandes e afiados, os quais pode usar como uma ferramenta;
  • Conde Olaf (Neil Patrick Harris): é um (péssimo) ator, falido, e que passa a ter a guarda das crianças. Inventa muitos planos para roubar sua herança, apesar de ter a inteligência limitada demais para isso;

personagens

  • Lemony Snicket (Patrick Warburton): é o narrador da história, que parece ter algum envolvimento direto com a história, e nos alerta sempre sobre o conteúdo essencialmente trágico da saga dos Baudelaire.

lemony

Minhas impressões

A primeira coisa que salta aos olhos ao ser apresentado à série é a estética. Os cenários, os figurinos e as maquiagens foram todos construídos com a intenção de exagerar, tanto na tragédia quanto na comédia, dando o tom ao espectador de que nada na história beirará o normal.

Dessa forma também se desenvolvem as atuações: os exageros nas interpretações e sotaques estão presentes o tempo todo, menos proeminentes com os Baudelaire e Lemony Snicket, como se os quatro fossem os mais coerentes e com maior senso de responsabilidade.

Pode-se perceber que o humor também se encontra nos pequenos detalhes: a boneca sendo usada claramente no lugar do bebê (Sunny), os erros de pronúncia ou de utilização das palavras pelo Conde Olaf, a quebra sutil da quarta parede (quando o personagem conversa com o espectador) que o Conde Olaf faz. Tais detalhes, que podem parecer aos desavisados erros grotescos por parte da produção, demonstram, na verdade, a intenção da série em mostrar o nível de absurdo que a história traz consigo.

A qualidade é muito grande, tanto da produção quanto das atuações (especialmente do genial Neil Patrick Harris) e do marketing – a cena de abertura e vídeos divulgados pela Netflix instruindo o espectador a NÃO assistir à série, o que, obviamente, instiga mais ainda o acesso a ela.

O único porém que encontrei foi que, talvez por estar me acostumando demais a assistir a séries mais “cabeças”, não consegui acompanhar muitos episódios seguidos, uma vez que me enjoava com facilidade dos exageros acima mencionados e do humor artificial que era gerado em consequência deles. Apesar disso, adorei como foi escolhida a forma de se contar essa trágica comédia!

***Dica do Síntese Nerd***

amelie

Se você gostou da estética e da forma cômica de se contar uma história que Desventuras em Série apresentou, confira também O Fabuloso Destino de Amélie Poulin (2002), com direção de Jean-Pierre Jeunet e atuação da maravilhosa Audrey Tautou.

Gostou deste texto? Concorda? Discorda? Se empolgou? Deixe aí nos comentários!

Siga-nos também em nossas redes sociais!

3 comentários em “Sintetizando: Desventuras em Série

Adicione o seu

  1. Cara, eu vi o piloto dessa série e, sinceramente, curti muito não. Eu concordo plenamente contigo no que se refere a série ser muito boa na qualidade, mas não conseguiu me cativar nem um pouco. (Talvez seja a artificialidade que você menciona).

    Curtido por 1 pessoa

    1. Olá Vitor,
      Seja bem vindo!
      Então, o Neil Patrick Harris e as crianças estão fantásticos, e eu sou fã de um sarcasmo. A série vale a pena por esses motivos.
      Mas dá pra deixar um intervalo entre os contos pra não enjoar, eu acho.
      😉

      Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: