Sintetizando: Westworld

Saudações, caros leitores androides, digo, nerds!

Hoje apresento a vocês uma série muito interessante e minha última finalizada da imensa e interminável lista: Westworld.

Abaixo, vocês podem conferir um pouco sobre de que se trata e minhas impressões sobre ela.

 

Resumo

A série se passa num futuro não muito distante em que há um local (provavelmente nos Estados Unidos) que funciona como um parque de diversões. Neste parque, todos os anfitriões são robôs que se assemelham muito com seres humanos: apesar de funcionarem a partir de um sistema operacional digital, possuem corpos construídos a partir de tecidos e conseguem “sentir” e demonstrar sentimentos.

Cada anfitrião participa de uma narrativa diferente, o que faz com que os visitantes do parque possam escolher que rumo vão seguir no parque, dependendo do anfitrião a que escolherão se “aliar” ou “perseguir”. Todas as narrativas se passam em ambientações típicas de filmes do velho oeste.

Neste parque, a única regra existente é que os anfitriões não são capazes de matar os visitantes, sendo que o contrário é permitido.

A questão que começa a ser levantada com o passar da série é: robôs humanoides e inteligências artificiais seriam capazes de adquirir consciência? Quais seriam as consequências disso?

 

Por que Westworld me chamou a atenção?

Primeiramente, fui seduzida a doar pouco mais de dez horas do meu precioso tempo porque não se falava em outra coisa senão: “Westworld vai preencher a lacuna que Game of Thrones deixou, enquanto não estreia a nova temporada, e que deixará quando terminar”. Ou seja: comparou com Game of Thrones, tô lá!

Em segundo lugar, meu amor por séries da HBO e sua qualidade não é velado.

anthony.jpgE, por último, mas não menos importante, uma série que tem Anthony Hopkins entre os principais personagens no mínimo seria muito boa, só por sua atuação.

 

Os principais personagens

 

  • Teddy Flood (James Marsden): interpreta o anfitrião caubói “mocinho”, ques está sempre prestes a salvar Dolores dos males que possam vir a ser infligidos contra ela;
  • Dolores Abernathy (Evan Rachel Wood): é a personagem central. Uma robô anfitriã com personalidade meiga, sonhadora e apegada ao local a que pertence. É apaixonada por Teddy, com quem mantém uma relação igualmente sonhadora e ingênua, interpretando a típica “mocinha”;

personagens

  • Maeve Millay (Thandie Newton): é uma anfitriã cafetina, muito sagaz e inteligente, e que gerencia o saloon da cidade pela qual os visitantes chegam ao parque;
  • Bernard Lowe (Jeffrey Wright): é o chefe do setor de Qualidade da empresa e, portanto, o responsável pelos ajustes das funções e atualizações dos anfitriões;
  • Homem de Preto (Ed Harris): aparece como o vilão da história, pois conhece muito bem o parque e seus segredos, e parece sentir prazer em torturar, estuprar e matar anfitriões;
  • Robert Ford (Anthony Hopkins): é o presidente da empresa e diretor do parque. É um personagem muito enigmático e com muitas falas existencialistas, que levam frequentemente o espectador à reflexão.

Robôs ou humanos?

Quando comecei a assistir à série, imaginava que estaria diante de um espetáculo de atuação de Anthony Hopkins. Ponto.Contudo, a forma como foram construídas as atuações dos que interpretaram anfitriões foi simplesmente fantástica!

Ao adentrarmos no “jogo” proposto em Westworld, a naturalidade humana com que os robôs agiam era assustadora. Não existiam movimentos cadenciados e pausados comuns às máquinas. Apesar de se encontrarem num “loop” de suas narrativas, o improviso era constante, demonstrando serem muito perspicazes em se moldarem às reviravoltas criadas.

Era praticamente impossível considerá-los humanos, entretanto, quando entravam em “modo análise”, tamanha a mecanicidade e a ausência de sentimentos que suas expressões faciais tomavam. Os movimentos dos olhos, principalmente, denunciavam (propositalmente) a artificialidade que existia nos personagens e que o parque tentava de todas as formas esconder: o piscar, o movimento de mudança de foco pelo olhar de um objeto ao outro, etc.

Tal contraste, portanto, entre a nossa crença de que o ser humano chegara à perfeição em termos de projeção de máquinas humanizadas e, por outro lado, a percepção que vamos adquirindo de que seres vivos são máquinas muito mais complexas e imprevisíveis são a “cereja do bolo” da série, na minha opinião.

Por que Westworld prendeu minha atenção?

Os diálogos e as reflexões existencialistas que a série gera são incríveis e, apesar dela “amornar” um pouco no meio, a vontade de saber quais os objetivos de cada personagem e os segredos que o parque esconde me serviram como força propulsora.

A sensação de estar inserido num jogo de vídeo game passa a ser grande, quando você se convence que os anfitriões são meros personagens em cenários construídos e obedecendo a narrativas pré-estabelecidas.

Ao mesmo tempo, o conflito interno que era gerado quando via um dos anfitriões sofrendo foi bem interessante e suscitou novas reflexões sobre o que sou, pra que vim, pra que servem as máquinas e qual o tamanho da importância tenho dado aos equipamentos.

 

***Dica do Síntese Nerd***

inteligencia

 

Parece até clichê e óbvio, mas no post de hoje só poderia indicar o filme A.I. – Inteligência Artificial (2001).

O filme é protagonizado por Haley Joel Osment e Jude Law e, assim como em Westworld, os robôs são tão humanizados que conseguem sentir e demonstrar sentimentos. Os conflitos existenciais são também muito explorados, em uma sociedade ainda mais dependente de máquinas do que a atual e a de Westworld.

(Fonte da imagem: saraiva.com.br)

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As imagens usadas neste post foram retiradas da página da HBO.

5 comentários em “Sintetizando: Westworld

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  1. Essa série caiu do nada em minhas mãos através de um amigo. Comecei a assistir sem saber o que esperar e, confesso nos dois primeiros episódios achei um pouco chato, mas rapidamente me envolvi com o ambiente e personagens. Pena que não pode contar os detalhes e segredos que envolvem toda a temporada, pois seria spoiler d+. É um seriado cheio de detalhes que farão todo o sentido no final. confiram pq vale à pena.

    http://www.atraentemente.com.br

    Curtido por 1 pessoa

    1. Olá Evandro,

      Seja bem vindo!
      Eu também achei a série um pouco monótona no início. Mas depois os mistérios vão colocando uma pulga seguida da outra atrás da orelha!
      Muito legal!
      Obrigada pela sua visita e volte sempre 🙂

      Curtir

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