The Handmaid’s Tale e a realidade por trás da distopia

Blessed Be the Fruit, meus queridos nerds! Falaremos hoje sobre a distopia de Margareth Atwood: The Handmaid’s Tale.

Em setembro deste ano a série The Handmaid’s Tale, baseada no livro homônimo de Margaret Atwood, levou para casa o prêmio de melhor série dramática na cerimônia do Emmy 2017. E não parou por aí, o pesadelo que se passa em um mundo distópico, mas não muito longe de nossa realidade, recebeu o total de oito troféus, entre eles o de melhor atriz para Elisabeth Moss (Mad Men).

elisabeth moss

Em um futuro distópico política e religião se misturam criando um governo totalitário e teocrático na região dos Estados Unidos. Devido à interferência humana, destruição, poluição e contaminação do nosso planeta, a grande maioria das mulheres se tornou infértil. Para garantir a manutenção da população, foram criadas novas leis que retiraram os direitos das mulheres, separando-as segundo seu lugar na sociedade e fertilidade. Neste contexto, as aias foram separadas e obrigadas a viver apenas para procriar para as famílias dos líderes políticos, em rituais de estupro mascarados pelo sistema político-religioso. Offred, interpretada por Elisabeth Moss, é uma aia cujo marido foi morto e a filha foi levada pelo governo, e tudo o que lhe resta é se submeter às leis impostas a ela, sob pena de tortura, mutilação e até a morte.

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Na situação em que vivemos atualmente, essa discussão de direitos humanos, feminismo, ditadura e o envolvimento da política com a religião se faz cada vez mais necessária. A série deixa claro quem são os afetados por ideologias extremistas, as medidas desumanas tomadas pelo “bem da humanidade”, as amarras que, antes invisíveis, se tornaram físicas. É uma discussão sobre passado, presente e futuro.

aias

As metáforas, se analisadas, mostram o que já acontece no presente, por todos os lados. Como a “sociedade” enxerga o papel da mulher. Todas as limitações, abusos, e imposições aos quais as mulheres são submetidas diariamente pelo mundo todo. Chega a ser assustadora a proximidade da série com a realidade. E serei sincera, não é uma série fácil de assistir. Ela incomoda, ela sufoca, angustia. Mas, como disse, é necessária, extremamente necessária para uma reflexão sobre o caminhar da sociedade.

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E como se não bastasse, não é por acaso que Elisabeth Moss levou o prêmio de melhor atriz, sua atuação está impecável e imperdível.

Under His Eye.

2 comentários em “The Handmaid’s Tale e a realidade por trás da distopia

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